Hogwarts vai virar Brazuca 2, ou Clara Browne e a Rede Social Secreta

No começo de outubro, escrevi um ~pôust~ pensando sobre o mundo de Harry Potter e a comunidade bruxa brasileira.

Tudo começou com uma simples pergunta: como seria a Hogwarts brasileira? Mas aí virou uma grande discussão sobre a história da comunidade bruxa daqui e como isso se refletiria na(s) escola(s) de magia daqui. Acontece que, nesse meio tempo, a JK decidiu, do além, contar sobre a escola de bruxaria brasileira, a pouquíssimo criativa Castelobruxo – o que me deixou extremamente irritada, dado que, como sempre, ela errou tudo. COMO ASSIM ELA ERROU, CLARA?, você me pergunta. E eu te respondo: porque ela ignorou completamente toda a história de formação do Brasil (e de toda a América Latina, na real) e só fez um lance muito preguiçoso dizendo que nossa escola seria na Amazônia porque “ah, tem várias plantas, uns indígenas e o império inca chegou ali pertinho” e dizendo que seríamos bons em herbologia porque “ah, Amazônia tem várias plantas, néam rsrsrs”. Mas, enfim, eu não estou aqui pra dizer que a JK está errada. Estou aqui para discutir com vocês como o nosso processo de colonização teria interferido na comunidade bruxa. E, claro, com isso, mostrar como a JK está errada, mas isso só veremos no capítulo final: Clara Browne e a JK da Morte.

Pra relembrar vocês que ficaram com preguiça de clicar no link do outro post, comecei me fazendo – e tentando responder – algumas perguntas sobre como teria sido o processo de colonização bruxa aqui no Brasil, e algumas implicações que isso levaria. Também comentei que, como eram muitas perguntas (e com respostas enormes), decidi fazer uma série de posts e, já que estamos aqui, aproveito pra avisar que serão 7 posts no total (até porque, depois disso, não dá pra fazer muito mais piadinha mentira, tem Fantastic Beasts and Where to Find Them e também o The Cursed Child, mas deixemos pra depois).

Enfim, voltando ao Brasil, eu perguntei numa rede social secreta o que as migas achavam que aconteceria na comunidade bruxa brasileira pós processo de colonização. Depois de muita conversa e muito caps, anotei tudo num diário que vou fazer de horcrux se não conseguir atingir a imortalidade sendo uma escritora famosa e divido aqui com vocês nossas conclusões.

 

1. Como ficou a comunidade bruxa por aqui? Como ela se integrou?

Ok. Então bruxos europeus vieram para cá com a cabeça de colonizadores, bruxos de povos africanos foram trazidos como escravos e por aqui já existiam bruxos indígenas em suas comunidades. Como isso afeta o mundo bruxo?

Definitivamente, teríamos um sincretismo muito complexo. Cada região tem influências diferentes: além dos diversos povos africanos trazidos para diferentes lugares do Brasil e das inúmeras comunidades indígenas que se encontravam por aqui, temos também as diferentes colonizações – portugueses por todo o canto, holandeses no Nordeste, alemães no Sul, franceses no Sudeste… Isso sem contar os povos que vieram pra cá pós colonização – como japoneses e árabes.

Pelos pontos anteriores, já conseguimos perceber que, apesar da separação entre comunidade bruxa e trouxa, o modo de raciocínio político de ambas é no mínimo muito parecido (pra não dizer igual), por vir de uma questão cultural. Pensando assim, o que parece ser mais verossímil é que, de forma geral, a comunidade bruxa brasileira tenha se estabelecido como a nossa: nos moldes dos colonizadores, ou seja, da comunidade bruxa europeia. Da mesma forma que os portugueses trouxas decidiram catequizar os índios, os portugueses bruxos facilmente podem ter traduzido essa ideia para suas realidades, de forma a ensinar seus métodos mágicos aos bruxos daqui, como se a mágica europeia fosse a ~verdadeira mágica~.

É claro que é possível que a catequização bruxa tenha demorado mais para vir. Afinal, sabemos que a comunidade bruxa não é lá muito grande – então, quais as chances dos bruxos terem se encontrado assim logo de cara, não é mesmo? Mas apesar dessa demora um pouco maior, não há como negar que esse encontro se daria com europeus se achando o máximo e os índios se perguntando “omi, q q tá c/ t seno?”. É claro que, sendo os colonizadores que eram, os bruxos europeus se veriam como superiores, como mais civilizados, teriam todo aquele papo que já ouvimos milhões de vezes e reviramos os olhos cansados de tanta bobagem, prepotência e opressão juntas. Ao mesmo tempo, é também possível que os bruxos europeus buscassem ajuda dos bruxos indígenas para entenderem melhor o uso das plantas nativas para suas poções ou mesmo de pedras brasileiras para seus rituais. Os bruxos nativos, apesar de serem vistos também como selvagens, teriam seu valor por conhecer o solo daquela terra tão nova aos europeus. Os bruxos nativos seriam vistos com olhar antropológico, curioso, mas nunca estando no mesmo patamar de um bruxo do norte da linha do Equador.

Em compensação, em relação aos bruxos africanos, os quais tampouco conheciam as terras daqui, os europeus apenas os ignorariam, colocando-os sempre como escravos e sem reconhecer seus poderes. Possivelmente, os próprios bruxos escravizados preferiam manter suas habilidades em segredo, de forma a conseguirem se defender, sobreviver e ajudar sua comunidade assim.

 

2. Quais práticas e concepções a comunidade mágica acabou adotando no Brasil?

É claro que com tantas misturas, haveria um sincretismo mágico. É claro que haveria uma hegemonia europeia, mas não dá pra refutar a ideia de mudanças na comunidade mágica porque isso seria negar a fluidez da história e das relações humanas. O que, então, mudaria da Europa para o Brasil? Fiz aqui uma pequena lista de coisas que poderiam ter mudado.

  • Concepção de magia – apesar de isso não ser tratado pela JK em Harry Potter, a gente sabe por estudo de história mesmo que, de forma geral, enquanto na cultura europeia, magia parece ser algo meio misterioso e sobrenatural, em muitas das culturas indígenas e africanas, a magia é apenas uma forma de lidar com a natureza e com as energias do mundo. Apesar de nem todos terem esse ~dom~, a magia é vista como mundana. Sabendo disso, acredito que, no Brasil, chegamos a um meio termo, de forma que a magia é vista como energia (da mesma forma que os orixás ou os deuses indígenas, como o do povo tupi, são representações de diferentes energias da natureza), mas certas práticas são mais ~misteriosas~ (como acredito que seria o caso da adivinhação, que é uma magia mais praticada na Europa e, assim, continuaria com essa estigma de algo sobrenatural);
  • Uso de vassouras de forma não tão difundida – sejamos honestos: vassoura voadora é muito europeu. A vassoura só chegou aqui no BR com os gringos e elas eram usadas por escravos para limpar a casa. Bruxos indígenas não as conheciam, bruxos africanos as viam como parte de sua opressão, bruxos europeus as tinham como algo rebaixado, pobre. É muito mais provável que, durante o período de colonização, o transporte mais comum fosse mesmo aparatação e flu.
    É claro que, com a globalização, as vassouras chegaram ao Brasil, mas acho que o principal meio de transporte continuaria sendo o flu (dado que a aparatação só pode ser usada a partir dos 18 anos – regra a qual acredito que funcionaria aqui também, transferindo a ideia de carteira de motorista para uma carteira de aparatação). Acontece que, sem lareiras, teríamos que usar outra plataforma. Uma miga, na rede social secreta, deu a genial ideia de usarmos churrasqueiras em vez de lareiras. Já imaginei aqui uma festa de fim de ano dos coleguinhas de Hogwarts chamada flu na laje, com altas cervejas amanteigadas, whisky de fogo e umas boas caiporinhas (o equivalente mágico de caipirinhas, batizado com o nome de nossa querida Caipora) feitas com Velho Feiticeiro (da mesma origem do Velho Barreiro, só que mágica!). Mas convenhamos que nem todo mundo tem uma churrasqueira ou laje pra receber – assim, pensei que, talvez, o armário ou closet seria uma boa plataforma para o pó de flu; inclusive até vejo o ministério da magia brasileiro tendo que resolver problemas de encruzilhadas entre bruxos e bichos papões (?) ou sacis bagunçando as redes de flu!
    Outra ideia dada na rede social secreta foi de, em vez de usarmos pó e lareiras, usarmos água e chuveiros. A forma de transporte seria a mesma, mas com essa pequenina mudança. Fez bastante sentido pra mim! Mas acho que os meios de transporte brasileiros ainda estão abertos a mais ideias vemk contar a sua!;
  • Prática de magia sem varinha, com varinha e outros objetos – pelas culturas africanas e indígenas, se vê pouco o uso de objetos equivalentes a varinhas ao se tratar do controle de energias, então as chances de se ter uma prática mista faz sentido: há feitiços para se fazer com varinhas e outros para se fazer sem. Da mesma forma, também existem nessas culturas outros objetos que não funcionam como uma varinha, mas que são utilizados para práticas que, no mundo criado pela JK, poderiam ser lidas como magia. Assim, existiriam magias diferentes e específicas que seriam atribuídas a diferentes práticas. Por exemplo, nossas poções não precisariam de varinhas, como acontece na Inglaterra, e alguns de nossos feitiços também não demandariam varinhas. Imagino que estes seriam coisas mais relacionadas com a energia da natureza e não, tipo, expeliarmus da vida, porque aí o uso das próprias mãos, da voz e do corpo realmente importam muito mais, pois a pessoa está se conectando com o mundo sem intermediários (a varinha), o que aumenta o poder de sua magia.
    Também haveria o uso de pedras, cristais e outros objetos de origem natural para certas práticas mágicas. Esses objetos e rituais seriam tão internalizados em nossa cultura que sua história – de onde veio, como começou, quais povos usavam e para quais motivos – se perdeu ao longo do tempo, da mesma forma que certas práticas pagãs foram incluídas ao catolicismo no mundo trouxa. Apesar das origens terem se perdido ao longo do tempo, é claro que são práticas vindas dos povos oprimidos pelos europeus;
  • O uso da voz e da dança como prática mágica – são inúmeras as culturas africanas e indígenas que têm o canto como parte importante de diferentes rituais e, pensando no mundo bruxo, algumas dessas danças e desses cantos poderiam ser mágicos, sim. Movimentos específicos, em diferentes ordens, podem gerar mágicas específicas. Tons e melodias também. Mas será que essas práticas teriam sobrevivido à colonização? Provavelmente sim, mas definitivamente seriam práticas marginalizadas, mantidas apenas por famílias com ancestrais indígenas e/ ou africanos que decidiram manter tais tradições.
    Por serem atividades vindas de povos oprimidos, haveria muito preconceito em torno de quem as praticasse. É claro que, nas escolas, se diria da importância de tais práticas, de como não deve se ter preconceito contra elas, mas nunca as ensinando factualmente. As danças e os cantos continuariam sendo fechadas em pequenas comunidades de tradição indígena ou africana – e, claro, por aqueles bruxos de humanas (magias?) que fumariam o equivalente mágico da maconha com saião, fitas na cabeça e dançariam ao pôr-do-sol em algum gramado;
  • Uso de corujas – é claro que temos corujas no Brasil, mas convenhamos que elas não são as aves mais vistas por aqui. A gente mal vê coruja – só vemos as placas dizendo que elas podem estar por aí – e também mal fala de coruja. Acho que, na minha vida, já ouvi falar mais de calopsita do que de coruja, mas vai ver que é porque sou trouxa mesmo. De qualquer forma, não tenho muita certeza do quanto corujas seriam usadas como meio de comunicação e, portanto, me perguntei sobre outras possibilidades. Pensando no Rio de Janeiro, já imaginei vários miquinhos correndo com cartinhas pros bruxos escondidos pela cidade, mas tenho noção de que isso é um tanto quanto não prático (apesar de acreditar piamente que bruxos mais excêntricos alou família Bomamô, aka Lovegood brasileiros! com certeza teriam micos de mensageiros). Conversando com as migas, pensamos na possibilidade de serem usadas pombas, mas parece algo pouco estético para os bruxos, os quais bem sabemos que prezam por uma estética bem clara pelos livros de HP.
    Outras ideias que tivemos foram: calopsitas, andorinhas as andorinhas da minha casa são tão enormes e bizarras que elas comem a ração do meu cachorro, com certeza são seres mágicos, não é possível, bem-te-vis e outros pássaros assim. Minha dúvida fica por causa do tamanho, mas a verdade é que não é difícil solucionar esse problema com um pouquinho de mágica, não é mesmo? Encolher uma carta deve ser moleza pra quem faz coisas levitarem com 11 anos.

Essas foram apenas algumas das coisas mais óbvias que me vieram à cabeça. É difícil pensar como essas questões mais funcionais se aplicariam à realidade do Brasil, porque a verdade é que existem muitas possibilidades. Ao mesmo tempo, também tem a questão do quanto que os colonizadores teriam aceitado como mudanças e o quanto não teria sido apenas ignorado e considerado como ~errado~ ou ~inválido~, puramente de não ser originário da cultura europeia. E isso nos leva a…

 

3. Como fica o racismo na comunidade bruxa brasileira?

A mistura trouxa europeus-africanos-indígenas já ficou um lance complexo e cheio de níveis de racismo, AGORA IMAGINA NA COPA? Não, pera…

Existe um problema sério de racismo na comunidade bruxa. Ele não se dá em relação à raça da pessoa aparentemente apesar de que quantas pessoas não-brancas temos em Harry Potter? Quantas dessas pessoas têm a possibilidade de tratar sobre racismo no livro? Pois é, né, JK, troxona como sempre, mas sim em relação ao sangue delas. Bruxos descendente de bruxos são os brancos da comunidade mágica. Eles têm todos os direitos concebidos feat. privilégios bacanas feat. oprimem outros bruxos por aí. Depois, temos bruxos vindos da junção de uma pessoa trouxa com uma pessoa bruxa, que já não são vistos com bons olhos, mas são razoavelmente passáveis. Normalmente, essas pessoas têm o membro não-bruxo da família ofendido, mas elas em si não levam ofensas diretas necessariamente. Então, temos os descendentes de trouxas, os quais sofrem um racismo terrível, inclusive a ponto de ter uma corrente de estudo que afirma que tais bruxos teriam “roubado” os poderes de bruxos de linhagem bruxa. São eles que sofrem racismo abertamente, por mais que parte da comunidade bruxa critique a prática racista.

Mas e no caso do Brasil, em que não se tem apenas a questão da ascendência bruxa ou não, mas também do tipo dessa ascendência?

Como falei no item acima, a magia, no Brasil, sofreu uma série de mudanças apenas por concepções e práticas diferentes terem se deparado uma com a outra e, apesar disso, é a cultura europeia que se sobressai, por ela ter sido a cultura hegemônica, colonizadora. Mas como isso afetaria a comunidade bruxa daqui? Bom, se aprendemos o discurso do colonizador de que sua cultura é ~melhor~ ou ~mais correta~ do que a de outros povos, aprendemos também a olhar de forma preconceituosa as práticas desses povos. E, por “preconceituosa”, nesse caso, quero dizer racista mesmo.

Assim, digamos que o canto como prática mágica tenha sido visto pelos europeus como uma técnica inválida. Apesar disso, certas famílias ou comunidades continuariam a pratica-la, já que é uma questão cultural e tendemos a preservar certas tradições. Nesse caso, então, pessoas que usam o canto como canal para a magia são vistas como inferiores, não civilizadas até escrever isso dói em mim, socorro, sendo então oprimidas. Mas, novamente, como é uma questão cultural, os bruxos e bruxas que manteriam tal tradição seriam descendentes de povos africanos ou indígenas, o que volta a nos colocar a questão da raça em si. Considerando ainda que, durante a colonização, escolas de magia como Hogwarts já existiam na comunidade bruxa europeia, bruxos europeus certamente veriam bruxos de regiões como a África e a América como “não-civilizados”. Como bruxos “letrados”, o impacto da falta de uma instituição que centralizasse o conhecimento de magia levaria os colonizadores a verem os bruxos daqui como “selvagens” ou “primitivos” – como se a magia de tais povos não fosse suficientemente desenvolvida para eles.

Criaria-se, assim, dois tipos de racismo: relacionado ao sangue e relacionado à raça, de forma que os níveis de opressão ficariam bem mais complexo e precisaríamos novamente da luta interseccional pra acabar com isso.

Agora também é interessante lembrar que, na Europa, a questão de “pureza do sangue” é uma questão mais problemática do que aqui. A miscigenação no Brasil se tornou uma característica da nossa cultura o que não exclui o racismo que existe nela, o que torna também provável que a questão de ser puro sangue, mestiço ou nascido trouxa não tenha tanta força como opressão no Brasil e que o ponto principal do racismo na comunidade bruxa brasileira seja de fato sua ascendência.

 

E essas são algumas novas perguntas e respostas sobre a comunidade bruxa brasileira! Fiquem ligados que logo mais chega um patrono de urso na casinha de vocês com mais dúvidas e teorias!

Ano novo, uma metáfora ruim e lobisomens

Noite de ano novo sempre foi a noite mais esquisita do ano pra mim. É tanta carga colocada em uma só noite que, por mais que eu não seja a pessoa que gosta de fazer retrospectivas de fim de ano ou ponderar as coisas que aconteceram comigo ou com o mundo, uma espécie de nostalgia me atinge e me aflige. Vocês podem perceber isso apenas pelo fato de eu estar escrevendo esse texto às oito e meia da noite, no dia 31 de dezembro, quando obviamente ninguém mais vai ler textão na internet porque, bom, festas, migos, bebedeira, pular sete ondas etc e tal.

Mas se por algum acaso tem alguém aqui lendo isso, não me leve a mal: eu amo festas, migos, bebedeira, pular sete ondas etc e tal. Eu gosto de pensar na roupa que traz boas energias, nas cores do ano, no deus que vai nos orientar, nos fogos de artifício à meia-noite. Eu gosto muito de tudo isso, mas existe algo a mais na noite de ano novo que eu não sei explicar direito e, por isso mesmo, estou escrevendo um textão pra tentar definir o que é.

A primeira metáfora que pensei para essa noite é a lua, como se tivesse um lado brilhante e lindo e bonito que todo mundo olha e diz ooooh, mas que ao mesmo tempo tem um lado escuro que nunca se revela. Isso, no entanto, me soou muito brega e indigno de ser escrito por uma pessoa que aspira ser uma escritora séria em algum momento da vida e, sei lá, quem sabe ganhar o Nobel da literatura, ou pelo menos um Pulitzer, vai saber. Depois, isso me lembrou um post que circula pelos Tumblrs de astrologia, que é algo como “ela é como a lua, parte dela sempre brilha [insira aqui signos do zodíaco], parte dela está sempre escondida [insira aqui outros signos do zodíaco]”, que também é muito brega mas que ao mesmo tempo, lá no fundinho, sem eu querer admitir muito (e por isso mesmo estou admitindo pra qualquer um na internet ler), bateu em mim. Meu signo, espero que a esse ponto você já tenha imaginado, estava na lista do “parte dela está sempre escondida” e isso fez tanto sentido que eu guardei pra mim, escondido num lugar quietinho dos meus pensamentos, um lugar bem difícil de limpar.

E toda essa história de lua me lembrou também um teste que eu fiz no buzzfeed sabe-se lá quando, que era sobre qual animal mágico eu era. Eu esperava algo como um unicórnio ou um hipogrifo, mas o resultado do teste foi outro. Aparentemente, de acordo com o buzzfeed, eu sou um lobisomem.

Entenda uma coisa: eu amo testes estilo quem-ou-o-que-você-é e eu realmente acho que nos ajuda a entender melhor quem somos – seja pra concordar com o teste, seja para discordar dele; mas isso eu desenvolvo melhor outro dia. O importante aqui é que a descrição sobre eu ser um lobisomem fez muito sentido pra mim. Falava que eu conhecia o pior de mim, que eu sabia o que eu podia fazer e tinha muito medo disso e, por isso, eu tentava me controlar ao máximo para nunca chegar nesse ponto, que eu me esforçava para escolher sempre o meu lado bom.

Pois bem. Antes desse texto ser o que você está lendo agora, esse era um texto sobre Gossip Girl e como minha adolescência foi pautada em eu me metendo ou sendo metida em intrigas e picuinhas, mas acabei mudando o texto porque estava ficando pessoal demais e eu ainda não sei lidar com esse tipo de coisa, admito. Mas em todas essas histórias que escrevi e apaguei algumas vezes tinham um ponto em comum (que é o que me faz ficar meio mal toda vez que assisto Gossip Girl, apesar de adorar a série, mas não que isso importe). E eis que o ponto comum de todas essas histórias é exatamente o resultado de um outro teste que fiz no buzzfeed, que tem tudo a ver com a história do lobisomem.

Esse novo teste era sobre quanto porcento é o seu lado negro e a minha porcentagem foi extremamente alta, o que me chocou, mas que ao mesmo tempo fez certo sentido: 75%.

Eu não me acho tão cheia de coisas negativas assim, mas não posso negar que minha ansiedade me tomar por quase completo muitas vezes. Também não posso negar que exista uma tristeza dentro de mim e que eu tenho medo do tamanho dela. Por isso que eu luto todo o dia contra essas coisas. Por isso que eu me esforço muito, muito, muito – talvez muito mais que as pessoas que me conhecem acreditam – pra ser otimista e feliz e alegre e pimpante como eu sou.

Em outros pontos da minha vida, eu aprendi que nós somos quem escolhemos ser. E nós podemos mudar todos os dias, porque todos os dias fazemos escolhas. Inclusive, hoje, revendo Gossip Girl, a mãe da Jenny fala pra filha que quanto mais crescemos, mais nossas escolhas ajudam a construir quem somos e que o negócio é se você gosta de quem está se tornando.

Eu acredito nisso. Talvez porque eu seja meio lobisomem e não queira acreditar que, em luas cheias, eu viro um animal terrível que mata pessoas (talvez, no fundo, eu seja o Remus Lupin, mas nascida menina no Brasil), mas isso não importa. O que importa é que eu acredito piamente que podemos escolher quem somos, que podemos mudar, que é assim que vamos nos construindo e é assim que atingimos o tão famigerado, literário, filosófico estado do Ser. Porque Ser, antes de mais nada, é verbo intransitível, mas isso também é um papo pra outra hora.

E eis que chegamos ou voltamos à noite de ano novo. Uma noite de festa, alegria, comemoração, amor, boas energias, mas também uma noite em que se é colocada uma carga de mudança, decisões e renovações desesperadora. Porque eu não quero e nem consigo mudar de uma noite pra outra, porque eu já cansei de fazer listas de coisas que eu faria no ano novo e não consegui riscar um só item, porque sempre no meio da minha conversa com Iemanjá alguém me chama e pula em mim e eu me desconcentro, porque a real é que eu não quero mudar ou decidir ou renovar nada especificamente na noite do 31 de dezembro de qualquer que seja o ano.

Eu passo o ano inteiro sofrendo com as mudanças da vida, experienciando as melhores e também as piores coisas e é incrível e assustador e maravilhoso! E não importa o quão bom ou o quão ruim seja, é tudo sempre desgastante, porque viver é um desgaste – um desgaste excelente, que não devíamos querer trocar por nada no mundo, mas não deixa de ser um desgaste e tudo bem. A questão é: eu passo o ano inteiro mudando e me construindo e, quando chega o fim do ano, o que eu quero mesmo é relaxar. Mas, de repente, vem essa noite que te pede desejos, mudanças, retrospectivas… e eu só quero ver os fogos e dançar minhas músicas preferidas, feliz, plenamente feliz.

Mas até virem os fogos vem uma espera sem fim. Não são os dez segundos finais, é o dia inteiro num estranho mormaço, numa espécie de vazio que não faz sentido nenhum pra mim. E quando chega a noite e tudo fica confuso entre o tempo de se arrumar, de jantar, de fazer hora até os dez segundos antes da meia-noite. O vazio fica mais vazio e as conversas parecem fazer cada vez menos sentido e se tornar apenas uma eterna espera para o momento verdadeiro, para a hora em que tudo vai mudar. Então, essa hora chega, mas a vida não muda, mas a gente continua fazendo o mesmo todo o ano e eu não consigo entender o sentido disso.

Eu entendo e concordo e amo e aplico a ideia de renovação das energias. Eu gosto de pensar a virada da meia-noite como um momento em que coletivamente jogamos no mundo uma energia tão boa e tão forte (porque somos tantos!), que ela pode tomar conta de nossas vidas, do universo inteiro, que ela pode ser a coisa mais poderosa que existe no mundo. Essa concentração de positividade é incrível, é o que eu faço todo o dia pra ser quem sou, é a coisa que eu mais gosto no mundo – mesmo antes de dinossauros e sorvete de flocos. Mas até esse momento chegar, é como se estivéssemos tentando lidar com as nossas partes lobo coletivamente, como se estivéssemos tentando nos comportar e nos segurar, não nos perder no lado negro da lua para, finalmente, à meia-noite, encontrar a luz do sol e refleti-la lá do outro lado do universo.

Eu não sou de fazer desejos, mas em 2016, eu espero que deixemos de ser como a lua, de teme-la e que nos tornemos, cada um de nós, verdadeiros sois, radiantes de tudo que há de melhor. E que isso não seja tão difícil como tem sido nos últimos tempos.

(eu também desejo fazer metáforas mais interessantes).

Ou pior: expulsos

Eu nunca fui muito Hermione, é verdade. Estudar nunca foi meu barato, a primeira carteira nunca foi meu habitat natural, livros grandes sobre assuntos da escola sempre me deram muito sono. Pensando academicamente, sempre fui muito mais o Ron ou o Harry – apesar de que eu não copiava a lição, simplesmente não fazia. Na real, nunca entendi esse lance da Hermione ler todos os livros e saber de absolutamente tudo, porque, honestamente, quem tem essa energia toda pra isso? E quem tem capacidade de armazenar tanta informação não sendo um computador com uma boa memória? E quem consegue se interessar por tanta coisa assim na vida? E tanta coisa acadêmica!!! Não é nem que o rolê da Hermione era umas bruxarias obscuras ou música bruxa ou sei lá. Era só “o que a escola comentar, tô querendo ler”. Tipo, sério, wtf?! Por mais curiosa que a pessoa seja, o nível da Hermione é assustador.

Também não aconteceu o que a Clara de 16 anos achava que ia acontecer, que é eu virar uma Hermione quando entrasse na faculdade e estivesse finalmente estudando o que gosto. Curiosamente, aconteceu o contrário: cada vez mais estudar tem sido difícil pra mim e me entendo como uma pessoa que aprende discutindo e colocando a mão na massa.

Isso tudo não significa que não gosto da Hermione. Eu adoro ela, apesar de não entender essa paixão pela academia. Adoro porque ela não se resume a isso; todo mundo que leu ou viu pelo menos uma das partes de Harry Potter sabe que a Hermione é uma pessoa muito maravilhosa. Ela é uma amiga leal, ela tem princípios, ela é forte pra cacete, ela ajuda quem precisa, ela quebra regras se necessário, ela enfrenta aqueles que vão contra seus princípios, ela guarda segredos etc. etc. etc.

A internet já falou muito de como a Hermione é incrível em milhões de sentidos (e vai continuar falando, porque, né, ela merece), mas as pessoas parecem sempre zoar a mesma coisa.

or worse expelled

Todos vocês riem dessa reação dela, concordam com o Ronny sobre prioridades, mas eu gostaria de dizer que entendo perfeitamente a Hermione e que, em certo sentido, ela tem sim razão: ser expulso pode ser muito pior que ser morto. Porque quando você está morto, mal ou bem, você não tem que lidar com nenhuma consequência, não tem como os problemas chegarem até você, porque acabou tudo, acabou a vida. Mas, sendo expulso, você ainda vai ter muita treta pela frente.

Fala sério, quem nunca na vida pensou que não era melhor morrer do que passar por uma situação mega difícil. Não digo com isso que é uma boa ideia ou mesmo que deva ser colocado como algo naturalizado, mas acaba que, hoje em dia, é sim. E nem estou falando da moda gótica vampira! A famigerada “queria estar morta” já é o suficiente pra provar meu ponto. Porque é isso aí: tem vezes que lidar com as consequências é difícil demais, que a gente não tem mais energia pra isso, que estamos cansados, derrotados, acabados e, aí, seria muito mais fácil (e bem menos desgastante) simplesmente não ter que lidar com nada disso. E, quando estamos mortos, nada disso importa. A dor é pra quem fica. A gente mesmo já acabou, não faz diferença.

Então a gente mesmo já vive falando isso normalmente, na nossa vidinha trouxa. Mas agora imagina em Hogwarts. Se você é expulso de Hogwarts, não é como se você pudesse entrar em outra escola e ficar de boa no mundo bruxo. Se você é expulso de Hogwartas, ACABOU SUA CARREIRA COMO BRUXO. FIM. ADEUS TODOS OS SEUS SONHOS DE SER AUROR OU MINISTRO DA MAGIA OU DONO DA ZONKOS. Quem leu o segundo livro, inclusive, viu muito bem o que aconteceu com o Hagrid. Ele foi expulso por um crime que nem cometeu e, por causa disso, destruíram a varinha dele (que é, em partes, a fonte de poder de um bruxo inglês). Não é uma coisa tranquila, gente.

Agora imagina você, que nasceu numa família trouxa, descobriu que era bruxo, teve a chance de viver um mundo completamente diferente, estuda diariamente sobre o assunto (inclusive, muito mais que qualquer outro bruxo nascido já no meio mágico), passou a construir sua vida inteira com essas perspectivas e aí você tem todos os seus sonhos destruídos porque seus dois bffs são uns otários. Como voltar para o mundo trouxa depois de ver o mundo bruxo? Como aguentar essa barra que é ter tido uma possibilidade dessa e perder por um motivo tão imbecil? Mesmo que apagassem a sua memória ou sei lá. É uma consequência pesadíssima essa. Perder tudo e ter que conviver com isso não é simples ou fácil. Quando a Hermione fala que “ou pior: expulsos”, ela tem toda essa história por trás, todo esse desejo por conhecimento e toda esse receio de perder isso por motivos dos quais ela nem concordava pra começo de conversa.

Encarar a realidade quando as coisas vão mal é muito, muito difícil. Estar vivo significa ter que lidar com consequências o tempo todo, significa enfrentar coisas que nem sempre queremos ou gostamos e, em momentos de crise, isso é pior ainda. Não quer dizer, no entanto, que é algo ruim. Não, claro que não. É uma coisa difícil, mas é isso que nos faz seguir caminhando e crescendo e aprendendo – e tudo isso é ótimo. Viver é uma delícia, sem sombra de dúvidas. Ninguém quer ou deveria querer morrer, porque viver é uma experiência incrível. Mas não venha me dizer que é fácil, porque não é.

Então, sim: eu entendo a Hermione e acho que toda a internet devia parar de zoar uma frase tão real. Na boa, vocês precisam rever suas prioridades, porque quem não revê conceitos estaciona na vida, e acaba morto.

Ou pior: expulso.

Não, não é o bolinho

Todo mundo adora um trocadilho; eu sei, eu também adoro. Trocadalho do carilho é sempre shola de bow. É uma forma rápida, compacta de se divertir. Inclusive, o trocadilho ficou tão difundido na nossa cultura que até mesmo os pernósticos dos críticos literários tiveram que aceitar essa zoeira na literatura com os movimentos Modernista e da poesia marginal. Qualé, fala sério, você não acha mesmo que “eles passarão, eu passarinho” era antes de uma poesia linda só uma zoeira das boas? Pois era sim. A base da gracinha do poema é exatamente trocar e surpreender, gerando graça. Esse processo, na vida da gente como a gente, é também conhecido como o querido, ilustre, famigerado trocadilho.

Não me levem a mal, eu amo demais trocadilhos. A galera que convive comigo sabe o quanto eu adoro uma zoeira em pílulas. Mas, assim, quando ouvimos o mesmo trocadilho quinze mil novecentas e trinta e duas vezes (e eu fiz questão de escrever por extenso o número pra dar mais trabalho pra vocês mesmo), as coisas começam a ficar meio chatas. Pera… Você ainda não entendeu onde esse texto vai dar? Pois bem, te ilustro agora mesmo:

– Qual o seu nome? – pergunta pessoa desconhecida para mim.

– Clara.

– Ai, nossa, você é bem clarinha mesmo! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

*dou longo suspiro*

Galera, eu sei que meu nome é bacana. Eu gosto muito dele também. Clara Browne é ótimo! É sonoro, é marcante, é maneiro. Se eu não gostasse, teria escolhido usar meu outro sobrenome. Então, assim, estamos de acordo quanto ao fato de ser um nome daora. Mas vamos fazer alguns combinados? Porque essa quantidade de trocadilhos e piadinhas que escuto com o meu nome deixou de ser divertida quando eu tinha 15 anos. E sabe por quê? PORQUE EU JÁ ESCUTEI TODOS ELES. Aliás, eu INVENTEI grande parte deles. Porque isso também acontece: quando você tem um nome que todo mundo acha divertido, você aprende a antecipar a piada antes que outros a façam. É uma questão de sobrevivência. As leis da selva não são necessariamente justas.

E é a mesma coisa de família: você pode falar mal e fazer piadas da sua família, mas pessoas de fora não. Pois bem: eu posso fazer piadas com meu nome, você que não tem meu nome não pode. Aceite.

Agora que estamos todos grandinhos, acho que já podemos conversar melhor sobre o assunto. Acredito que já estamos no ponto que ninguém vai se sentir ofendido ou particularmente atacado quando eu pedir encarecidamente aos senhores e às senhoras que PAREM DE FAZER TROCADILHOS COM O MEU NOME.

Eu sei que vocês se acham divertidos.

Eu sei que vocês se acham inovadores.

Eu sei que vocês acham que estão quebrando o gelo.

Eu sei de tudo isso e eu vou contar um segredo pra vocês: vocês podem até ser divertidos e inovadores e bons pedreiros do gelo, mas quando vocês fazem trocadilho com o meu nome, vocês só estão repetindo uma legião de outras pessoas que fizeram o mesmo. Não é engraçado, não é inovador e juropordeussemfigas que vocês não conseguem quebrar o gelo comigo dessa forma. E eu sei! Eu sei que vocês acham de verdade que com vocês é diferente! Mas, amigos e amigas, eu juro do fundo do meu coração: vocês não estão sendo maneiros.

Vocês não acreditam, eu sei disso também. E é por isso que aqui recolho uma série de coisas que escuto frequentemente. De amigos, professores, pessoas desconhecidas na rua, galera que vem bater papo por causa da Capitolina, gente que precisa do meu nome pra cadastro de qualquer coisa. Respirem fundo, se divirtam, deem suas risadas agora e NUNCA MAIS FALEM ESSAS COISAS PRA MIM.

 

  1. O clássico dos clássicos

Essa foi a frase que eu mais ouvi a minha vida inteira.

– Posso pegar uma caneta emprestada?

– Posso tirar uma dúvida?

– A resposta é 3?

– Quer almoçar comigo?

– Nos encontramos às 16hs?

Para todas as perguntas do universo, a mesma resposta:

– Claro, Clara. *risadinha de quem se achou esperto*

Minha. Vida. Inteira. Ouvindo. Essa. Porcaria.

Toda vez que eu perguntava algo nas aulas de física, o professor me respondia assim. TODA VEZ!

Toda vez que eu falo qualquer coisa que dê pra dizer “claro”, AS PESSOAS NÃO CONSEGUEM SE CONTER!!!!!!

Gente. NÃO É ENGRAÇADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

CONTENHAM-SE!!!!!!!!!

  1. O clássico dos clássicos condensado

Quando parte das minhas relações passou a ser pela internet (especialmente por causa da Capitolina), o “Claro, Clara” se condensou. Como vocês sabem, ninguém gosta muito de escrever nas internets, dá preguiça etc. Então, conseguimos chegar numa forma maravilhosa. Assim, peço que caso vocês não consigam se conter como pedi acima, vocês escrevam dessa forma:

Clar@.

Só, pelamordedeus, não escrevam “rs” depois. É tudo o que peço. Obrigada.

  1. Nossa! Você é tipo o bolinho!

Vamos aprender: brownie = bolinho, Browne = meu sobrenome. Não é igual. Não sou tipo o bolinho. Sou tipo uma pessoa, obrigada.

  1. Você é um doce mesmo

A primeira vez que eu ouvi essa piada foi em uma aula de literatura, no ensino médio. Era um professor machista que dava em cima das garotas. Na hora da chamada, ele disse com um sorrisão no rosto:

– Clara, que é um doce!

Aquilo me irritou tanto, ainda mais vindo dele, que minha resposta foi:

– Não!

Ele nunca mais fez uma piadinha com meu nome. Amém.

Mas, agora, vamos ~esclarecer~ uma coisa: em geral, eu sou uma pessoa fofa e querida e eu tento me empenhar pra ser legal. Em geral, se eu não estou sendo legal, é porque eu estou tímida. Mas também pode ser porque eu não gosto de alguém que está na rodinha de conversa. A questão é: se você acabou de descobrir meu sobrenome, é porque não somos muito próximos. Se não somos muito próximos, VOCÊ NÃO TEM COMO SABER SE EU SOU UM DOCE OU NÃO. Então só não fala isso. Tipo, de verdade. Não. Vlw.

  1. Você é bem clarinha mesmo

Já demonstrei como esse diálogo se dá lá em cima, mas repito aqui só pra poder dizer: GENTE. É CLARO, NÉ? CLARO CLARA. CLAR@. ETC. É uma questão de genética, sabe? Mas meus pais não esperaram eu nascer, viram que eu era branquela e falaram NOSSA, AGORA SIM SABEMOS O NOME DESSA CRIANÇA: CLARA. Eu não sou personagem de contos de fada, eu sou de um tal plano chamado realidade. Eu não sou a Branca de Neve que ganhou esse nome porque tem a pele branca como a neve. Eu ganhei meu nome porque meus pais acharam bonito, acharam que tinha a ver com uma filha deles e foi isso aê. Tem nada a ver com mais nada. Não é uma ironia, uma coincidência, é só um nome. Tá de boas. Se vocês continuarem assim, daqui a pouco vou ouvir vocês dizendo que “escola” tem “cola” e “felicidade” tem “fel” – e aí serei obrigada a gritar no ouvido de vocês durante uma semana.

  1. E onde tá a sua irmã gema?

Em geral, essa pergunta é feita por homens mais velhos que querem se enturmar, então minha resposta de praxe é:

– Junto com a casca.

ELES ACHAM ISSO HILÁRIO.

Mas é porque eles não tiveram que ouvir isso desde que aprenderam a falar.

Eu entendo que essa piada tem dois trocadilhos que podem parecer divertidos: clara-gema e gema-gêmea. Mas, assim, não é tão engraçado assim. Vocês não precisam insistir tanto nesse trocadilho. Ele é bem bobo, na verdade. Cansa a minha beleza (e de todas as outras Claras também).

  1. Nossa, mas você é gostosa mesmo! HAHAHA

GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!! SOCORROOOOOOOOOOOOO! NÃO! NÃO! NÃO! NÃOOOOOOOOOOOOOOO! PELAMORDEDEUS NUNCA FALEM ISSO PRA NINGUÉM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Tem machismo nisso aí. Tem MUITO machismo nisso aí! Não é engraçado!!! É péssimo!! PAREM, PELAMOR, PAREM!!!

  1. Clara Cupcake, ou até mesmo Gema Cupcake

Olha, minha mãe falar isso é super fofo, porque ela é minha mãe e tem o mesmo sobrenome que o meu. Pras outras pessoas: não façam isso, por favor. Eu nem gosto de cupcake. Não é um bolinho gostoso, tem muito enfeite pra ser bom e é muito caro pra não valer o gosto mediano. Tanto bolo que existe por aí… Tem bolo de chocolate, formigueiro, pão de ló… Mas mesmo assim, sabe, deixa meu nome. Ele já tem sonoridade de zoeira, não precisa ir além. O mesmo serve pro meu primeiro nome. Já tá bom, não precisa de mais.

  1. Brown = Marrom, Browne = Marrone?

Não.

  1. Mas esse é seu nome mesmo?

Deixei essa por último, porque depois de tantos trocadilhos você até começa a se perguntar se meu nome é DE FATO Clara Browne. Mas, gente, cá entre nós, POR QUE RAIOS EU MENTIRIA MEU NOME PRA VOCÊS???

É muito engraçado porque toda vez que falo que meu nome é Clara Browne, as pessoas 1. dão uma risadinha e dizem “que legal”, ou 2. perguntam se eu tô falando sério. Mas isso pode ser em qualquer situação – passando meu e-mail, fazendo cadastros, conversando no bar, assinando coisas. Chegou em um ponto tão absurdo que, uma vez, eu fui pra coordenação do meu colégio e o coordenador da área de humanas leu meu nome na folha e perguntou:

– Seu nome é mesmo Clara Browne? Achei que fosse um pseudônimo!!!

Agora, vocês, pessoas sensatas que estão lendo meu blógue, me respondam: POR QUE E COMO EU IA CRIAR UM PSEUDÔNIMO NO COLÉGIO??? COMO EU IA COLOCAR ISSO NA CHAMADA? COMO EU IA ASSINAR TODAS AS MINHAS PROVAS COM UM PSEUDÔNIMO???? ISSO NÃO FAZ SENTIDO NENHUM!!!!

 

Agora que vocês sabem as coisas pelas quais passo no dia a dia, peço encarecidamente que, antes de fazer qualquer trocadilho ou outro tipo de piadinha com meu nome, você pense 32 vezes antes e se pergunte “mas essa piada é agregadora? Ela inova ou traz algum tipo de surpresa para alguém que viveu 21 anos com tal nome?”. Se a resposta for não, apenas pare.

Att,

Clara Browne.

Hogwarts vai virar Brazuca OU Clara Browne e a Comunidade Blogueira Filosofal

[a imagem acima é totalmente creditada à página Hogwarts vai virar Cuba. Não tenho nada a ver com maravilhosa arte, sou apenas uma fã dessa belezura.]

 

Minha relação com Harry Potter sempre foi meio engraçada, porque sempre amei muito a história, mas a forma como ela é contada (coladinha na orelha do Harry) me irritava profundamente. Mas eu, como todas as outras pessoas razoavelmente decentes do mundo, era apaixonada por aquele universo mágico. Eu queria saber de tudo daquele mundo, queria aprender todos os mínimos detalhes. Comecei a pesquisar sobre os diferentes animais, a história da magia, fiquei horas e mais horas discutindo com minhas amigas como seríamos se fossemos bruxas. Aí, eu cresci e fiquei meio tranquila, até que passei dois meses morando em Londres e tudo voltou com muito mais força. Eu estava EM LONDRES. DO LADINHO DO BECO DIAGONAL. Cês ‘tão ligados disso?! É claro que estão. Se vocês abriram esse link é porque são fãs de Harry Potter, sei bem como é.

Mas a coisa mais curiosa que entendi sobre Harry Potter estando lá na terra dele é que, na real, o que a J. K. Rowling fez foi simplesmente pegar todas as coisas inglesas e adicionar uma magiazinha. Fim. Todo o resto é o Reino Unido como ele é. As comidas, os meios de transporte (tirando vassouras, claro), o governo, até os castelos são meio naquela onda. E saber disso só me deixou ainda mais intrigada sobre esse mundo mágico. Tão intrigada que cheguei a um ponto que passei umas três tardes com a Sofia falando basicamente SÓ de Harry Potter.

Acontece que, depois de tantas teorias, tantas conversas, tantas elaborações sobre o mundo mágico, fiquei pensando: e o Brasil, como fica?

A gente sabe que a comunidade mágica é pequena, mas que ela está espalhada por todo o planeta. Tem bruxo na França, na Noruega, na Bulgária, no Egito. É de se esperar, então, que tenha gente aqui no nas nossas terras (aliás, tem sim: no quarto livro de HP o Ron comenta que um dos seus irmãos tinha um penpal brasileiro). Não é porque estamos abaixo da linha do Equador que acabou comunidade bruxa, tchau, trouxas, isso aí é terceiro mundo e magia não se mete com essa gente rsrsrsrs. Pelamor, né. E pensando nisso foi que me veio a questão: como seria a comunidade mágica brasileira?

A primeira coisa que pensei é que ela deve ser bem heterogênea. Deve misturar a magia de muitos povos, e isso deve ser poderosíssimo se unido. Mas, com a colonização, fica difícil pensar o quanto esses conhecimentos foram agregados e o quanto esse processo não separou e até mesmo exterminou boa parte dos saberes mágicos – tanto dos povos indígenas, quanto dos povos africanos. Também pensei que, com um país tão grande como o Brasil, não é possível que só exista uma escola de bruxaria por aqui. Até porque a cultura (e com isso, os saberes mágicos) são muito diferentes aqui. Imagino que teria que ter, pelo menos, uma escola por região. A partir disso, fui tentando criar o mundo mágico que existe por aqui, mas nós, trouxas, não temos conhecimento.

Acontece que pensar no Brasil, ou em qualquer país colonizado, é sempre mais complexo, porque as relações históricas são muito diferentes do que o caso de países colonizadores, por exemplo, a Inglaterra. E, bom, para pensar o momento atual da comunidade mágica brasileira, temos que pensar também na história dela; as comunidades mágicas de cada região refletem muito sua cultura.

Com isso, fui pensando em algumas considerações sobre a comunidade mágica daqui. Mas o que começou com apenas algumas perguntinhas simples se tornou quase uma teoria da conspiração com a quantidade de ideias e discussões que esses questionamentos trouxeram. Assim, o que seria um único post sobre a comunidade bruxa brasileira se tornou uma série de posts!!! *confete e serpentina sendo jogados*

Por que é tão bom que seja uma série e não 01 pôust apenax? Oras bolas! Primeiro porque quanto mais tempo falando sobre o universo mágico e Harry Potter melhor. Segundo porque dá pra ter mais discussões sobre o assunto e chegar a teorias mais detalhadas, discutidas e, claro, coerentes com as questões que estão sendo colocadas. A ideia é que todo mundo venha conversar sobre a comunidade mágica brasileira e que isso traga reflexões não apenas sobre um mundo fictício, mas também que consigamos pensar em questões políticas e sociais mais a fundo (e depois a gente lança um livro chamado Clara Browne e A Comunidade Blogueira Filosofal). Então, vamos ao primeiro ponto: a colonização.

1. Quando os portugueses vieram pra cá, vieram bruxos também? Isso foi de forma organizada? O governo português fez algum acordo com os bruxos pra colonizarem juntos outras terras?

Lendo as conversas da Sofia com o Paulo, a gente percebe que a J. K. não parou muito pra pensar sobre as relações políticas dos bruxos. Sabemos que existem ministérios e que o primeiro ministro trouxa sabe da existência do primeiro ministro bruxo, mas meio que acaba por aí. Não sabemos como funciona a política bruxa e como era a relação bruxos-trouxas antes do Estatuto Internacional de Sigilo da Magia, mas temos uma ideia que não era a melhor coisa do mundo dado o histórico de perseguição bruxa etc. Assim, quando pensei na expansão marítima portuguesa, a primeira pergunta que me fiz é: será que o governo trouxa pensou na possibilidade de comunidades mágicas em outros continentes? Com isso, será que eles teriam feito algum acordo com os bruxos de uma colonização conjunta?

Como a história da magia é muito separada da história que conhecemos, acredito que não. O que parece é que os trouxas foram fazendo as coisas por conta deles e pronto. Ainda mais se pensarmos na questão do rechaço à comunidade bruxa, as chances dos governos terem se unido num momento como esse só existiriam se realmente houvesse um problema em que só o uso da magia resolveria – e mesmo assim, acho que os bruxos só aceitariam se tivesse ~algo em troca~. Mas a falta de interesse dos bruxos pelos trouxas (que transpassa absolutamente toda série Harry Potter) já indica que essas chances são realmente mínimas.

No entanto, o que é muito possível é que bruxos tenham vindo junto com trouxas para a colonização por conta própria. Sabemos que muitos bruxos eram bem relacionados a famílias trouxas importantes e que não é difícil para eles passarem por pessoas não-mágicas. Assim, minha teoria (discutida com a Sofia, amor da minha vida, anjo que veio dos céus pra passar dias discutindo teorias do mundo bruxo comigo) é que alguns bruxos, interessados em expandir seus domínios (mágicos), embarcaram nas grandes navegações à procura de novas terras a se colonizar. Eles se estabeleceram por aqui e, de forma orgânica, começaram novas comunidades bruxas nesses lugares que vieram a ser considerados países mais tarde.

2. Será que os portugueses conseguiram trazer bruxos dos povos africanos?  

Sabemos pelo livro História da Magia, da Batilda Bagshot, que os trouxas não eram muito bons em identificar bruxos. Durante a inquisição, por exemplo, ela conta que pouquíssimos bruxos foram identificados e, os que foram, conseguiam fazer feitiços para escapar do fogo e, ao mesmo tempo, enganar os trouxas (e essa palavra, nesse caso, fica com um duplo sentindo maravilhoso! Obrigada à tradutora de Harry Potter por essa possibilidade). Acontece que, apesar disso, os feitiços são criados a partir de necessidades bruxas. O que isso significa? Oras, que uma coisa é conhecer as armas dos trouxas (como no caso dos bruxos europeus) e poder se preparar para se defender, como aconteceu durante a época de perseguição, agora outra coisa é você não ter conhecimento dessas armas e ter que se defender delas.

Os povos africanos não tinham familiaridade com as armas europeias. Como então os bruxos dessas comunidades conseguiriam defender (a si e a todos)? Não é porque são bruxos que não estão eximidos da morte, prisão, colonização ou mesmo escravatura.  Trouxas ou bruxos, todos os humanos podem ser afetados por doenças desconhecidas, armas de fogo e estratégias não comuns ou mesmo desconhecidas. Assim, a resposta é: sim, portugueses também escravizaram bruxos de povos africanos.

3. Bruxos africanos, a partir do ponto que já conheciam as armas europeias, conseguiram se libertar?

Depois de certo tempo submetidos à escravatura, é claro que os bruxos africanos sacaram a conduta portuguesa e conseguiram voltar seus poderes à proteção pessoal, pelo menos. É possível que possam ter criado feitiços que os ajudassem a sobreviver às condições ao qual eram submetidos e, muito provavelmente, alguns deles conseguiram escapar (assim como estudamos nas aulas de história). A questão é que, apesar dos poderes, um humano (bruxou ou trouxa) sempre terá dificuldade em viver fora de comunidades, então as chances de sobrevivência de bruxos foragidos não deviam ser tão mais altas do que de um escravo não-bruxo.

Apesar disso, o que provavelmente pode ter acontecido também é que alguns desses bruxos podem ter se encontrado e criado suas próprias comunidades, ou melhor, seus próprios quilombos. É possível que houvesse quilombos misturados, com trouxas e bruxos se passando por trouxas, da mesma forma que podem ter havido também quilombos apenas de bruxos. Aliás, imagina o quão sensacional não deve ser um quilombo bruxo? Imagina o quão sensacional uma versão da história em que Zumbi dos Palmares era um bruxo? Alguém, pelamordedeus, cria uma (fan)fic assim, preciso ler essa história.

 

Bom, por enquanto, ficamos com isso. Contem as ideias que tiverem nos comentários, porque temos muito a pensar sobre o assunto!

Os primeiros pensamentos vindouros de uma ouvida a 1989 do Ryan Adams

Antes de mais nada, é importante que saibam: eu não sou uma pessoa ~in~. Até pode parecer que sou 10colada, com um blógue assim com o meu nome, editando uma revista para adolescentes, lançando livro, falando sobre YA etc. Mas a real é que eu sei de nada da vida e, no meu tempo livre, eu escuto álbum do Paramore de 2009 (sdds). Mas eis que meu feed do saite feices tem várias pessoas shola de bow show de bola – é assim que recebo os informes do mundo pop – e foi assim que milhões de textos sobre o último álbum do Ryan Adams (o qual nem sabia quem era antes desse boom), um cover de 1989.

Li milhões de críticas, mas foi o texto da Anna Vitória que me fez decidir parar e ouvir com calma o Ryan Adams. Foi o texto que me pareceu fazer mais sentido quando li e, depois de ouvir o álbum todo, foi o texto que disse tudo o que eu acho mesmo. Então, assim, se quiserem saber minha opinião, leiam o texto dela.

Quando comecei a escutar o álbum, fui primeiramente falar lá no twitter o que eu tinha pensado logo nos primeiros acordes. Mas quando abri o saite, me veio essa ideia: E SE EU FIZESSE UM POST NO BLÓGUE COM AS COISAS QUE EU PENSEI DURANTE CADA MÚSICA??? Daí, eu fiz isso. Abri o Word e escrevi literalmente tudo o que eu estava pensando e, depois, fui conversar com a Lorena 2 pra saber se fazia sentido isso virar um post ou não. Ela disse e eu cito: “faça o post, apoio revolução pró taylor contra o indie”. Então, cá estou.

Na real, esse não é um texto pró Taylor, contra o indie. Só são literalmente as coisas que pensei enquanto ouvia o álbum do Ryan Adams. Eu não queria muito comparar ao da Taylor, mas é difícil, afinal estamos falando de um álbum cover. Mas esse post não está aqui pra isso. Como disse, o texto da Anna Vitória já contempla exatamente o que penso sobre o assunto. Leiam lá. Agora, pra saber o que pensei enquanto ouvia o álbum pela primeira vez é só seguir em frente. Mas, antes é preciso que você saiba de algumas coisas sobre o meu gosto:

  1. Eu odeio música indie
  2. Eu odeio pessoas que seguem o estereótipo indie
  3. Eu discordo plenamente dessa história de abraçar a tristeza que existe dentro de nós, pra mim temos que entender os momentos de tristeza, respeita-los, mas trabalhar pra ficar feliz de novo e se sentir bem
  4. Se sentir bem é tópi
  5. De forma geral, eu não gosto de pop
  6. Eu não sou fã das músicas da Taylor Swift em sua maioria, mas…
  7. Eu escuto 1989 todos os dias de manhã. Invariavelmente. Esse álbum é perfeito.

Ok, dado isso. Vamos ao que me propus a fazer aqui: colocar meus pensamentos a mostra.

(dica: escute as músicas enquanto lê os comentários, ou vai ficar tudo muito perdido)

 

Welcome to New York

– a batida não é tão triste quanto achei que seria

– como acharam esse álbum mais sincero se não dá pra entender o que ele fala?

– HÁ! “WELCOME TO NEW YORK”

– Que mais ele tá falando?

– Gente, amo essa música e não reconheci nenhuma palavra???

– Preciso tweetar sobre isso *abro twitter* melhor fazer um post inteiro sobre primeiros pensamentos ouvindo esse álbum *abro o Word*

– Vei, continuo sem entender uma palavra

 

Blank Space

– me sinto num filme indie

– mas pelo menos entendo o que ele tá falando agora

– kd I CAN MAKE A BAD GUY GOOD FOR A WEEKEND??????

– meus antigos amigos da escola devem estar amando esse álbum

– mygodblankspacebabyIwriteyounaaame melhor que starbucks lovers??

– KD CAUSE BABY I’M A NIGHTMARE DRESSED LIKE A DAYDREAM??? Será que ele não pode cantar essa parte porque tá patenteada? Hahahahahha porra, Taylor.

– méh

 

Style

– PUTA SUSTO DA PORRA DEPOIS DAQUELE VIOLÃOZINHO

– acho que seria melhor se meu som do computador não fosse tão estourado no agudo

– continuo sem entender metade do que ele fala, e olha que escuto 1989 todo dia de manhã

– mas a guitarra é daorinha

– mas faz falta aqueles momentos dramáticos da Taylor

– sdds momentos dramáticos da música pop

– sdds música pop, tenho que pesquisar uns álbuns novos

– mas a guitarrinha é bem legal

– mas é meio barulho

– tantantantantantantantantantantantantaaaaan *entrei na onda do final*

 

Out of the woods

– PARECE ONLY EXCEPTION DO PARAMORE HAHAHAHA

– parou de parecer agora

– a uí áu a uí au a uí au? (zoei mas gostei)

– gente, essa música é muito mesmo a capa da praia com as gaivotas. Tá muito coerente isso aí.

– ugh, acho que não gosto mesmo de indie

– A UÍ AU A UÍ AU A UÍ AU THE UOOODS? A UÍ AU A UÍ AU A UÍ AU THE UOOODS? A UÍ AU A UÍ AU A UÍ AU THE UOOODS? A UÍ IN A UÍ IN A UÍ IN?

– KD MEU ISQUEIRO PRA LEVANTAR AQUI???

– cara, a falta de dramaticidade realmente não combina com essa música

– talvez com esse álbum

– será que indie é dramático?

– ou indie é só mimimi que finge que é drama?

– quando ele não canta não é tão ruim, talvez porque aí não fiquei comparável com o da Tay

– se bem que não é pra comparar né

– mas é difícil

– de qualquer forma, esse jeito indie de cantar por quê?????

 

All you had to do was stay

– Tun tun blen tun tun blen tun tun blen tun tun blen

– refrão daorinha

– tun tun blen tun tun blen tun tun blen tun tun blen

– mas a voz dele tá legal

– a interpretação também tá boa

– tem feelings que não são mimimi

– tun tun blen

– refrão *mexendo os ombros*

– COULD IT BE EASY?????? (ó os drama bõm)

– tun tun blen tun tun ble tun tun blen tun tun blen tun tun blen tun tun blen

– ok. Deu. Tun tun blen *música acaba*

 

Shake it off

– ~baquetas~

– MAS GENTE PRA QUÊ O MISTÉRIO????

– HAHAHAHAHAHAH ISSO É ENGRAÇADO

– POR QUE ESSE MISTÉRIO?

– HAHAHAHHAHAHA

– ~baquetas~

– HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

– ISSO TÁ MUITO ENGRAÇADO, GENTE SOCORRO

– ALGUÉM DÁ PARABÉNS PRA ESSE MOÇO

– ~baquetas~

– THAT’S WHAT THEY DON’T SEE = ACHEI O MISTÉRIO

– LAKSJDFLAKSDJFLKASJDFLKASJDLFKASDF

– TÔ ESCREVENDO TUDO EM CAPS PORQUE TÁ MARAVILHOSO

– E ESSA MÚSICA DE NATAL AGORAAA????

– SÉRIO, PARABÉNS PRA ESSE OMI

– ele é o tipo de cara que deve usar muitas reticências

– BABY I’M JUST GONNA SHAKE…………….

– SHAKE IT OFF………………………………………………

– SHAKE IT OFF……………………………………………………..

– Sério, mt bom isso aqui, socorro

– olha o blen de novo!

– pena que não dá pra shake o corpo off com essa música

shake it off

 

I wish you would

– Taylor antes da onda pop

– TÃO INDIE

– vejo aqueles filmes comming of age em que crianças já dirigem e tem uma estrada à noite e misteriosamente aquelas estrelinhas que a gente acende no bolo

– WISH YOU WERE HIGH?????? Juro que pareceu

– por que você quer que a pessoa estivesse chapada?

– se bem que esses indies vivem nessa onda

– ~onda~

– não gosto de indies

 

Bad Blood

– ~acordes~

– FEELINGS

– DRAMA

– MEMÓRIAS

– BALADINHA

– *amando*

– entendi os críticos falando sobre ~ser mais sincero~, apesar de não estar achando ~sincero~ de forma geral, essa música realmente parece que tem mais feelings

– ao mesmo tempo, pensando nas tretas com as minhas migas quando eu era adolescente, essa versão não tocaria no meu coração jamais

– mas hoje em dia me parece fazer sentido???

– poxa, o final deu uma broxada… Muita coisa pra chegar no fim. L

 

Wildest dreams

– guitarrinha, bateriazinha etczinho

– POR QUE MUDOU HE PRA SHE?????????????

– acho isso tão heteronormativo, gente, juro, não entendo.

– por mais que, ok, nesse caso tenha algum sentido já que o cara está num processo de divórcio etc. mas poxa

– tá, pensando no divórcio, fica mais interessante

– SAY YOU’LL REMEMBER ME!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

– Ua-aaaaaaaaildst (por quê, Ryan? Por que prolongar desse jeito, omi? Tanto jeito de prolongar uma sílaba, escolheu essa)

– OLHA O DRAMA

– mas não combina com esse último refrão, não

– alguém conta pro moço que essa guitarra dá susto

– agora imaginei uma guitarra saindo do cantinho dela e gritando BU! no meio da edição no estúdio e tô rindo e me sentindo muito idiota ao mesmo tempo

– méh

 

How you get the girl

– será que essa foi sofrida?

– PUTS NÃO O INDIE MAIS INDIE COM ESSA VOZ E ESSE ECO E ESSE VIOLÃO

– it’s been a loooooooooooooooooooooong (song to be over)

– INDIES

– INDIES

– POR QUE VOCÊS FAZEM SUCESSO????????

– pior que falo isso mas tenho várias migas que curtem indies

– mas olha essa músicaaaaaaa

– É TÃO BLASÉ

– TÃO BLASÉ

– QUE POSSO ATÉ VER AQUELE CARA BRANCO, MAGRO, ALTURA MEDIANA, BARBA, ÓCULOS ESCUROS NO MEIO DO ROLÊ, SEGURANDO SUA CERVEJA E COM CARA DE NADA

– AÍ TÁ TODO MUNDO FAZENDO COISAS LEGAIS E ELE LÁ PARADÃO SE SENTINDO EXCLUÍDO MAS FINGINDO QUE NA REAL SÓ É UM OBSERVADOR DISTANTE E SUPERIOR E PENSANDO QUE ESSA VIDA É TRISTE MAS QUE A TRISTEZA É BONITA E ESTÉTICA E QUE A GENTE TEM QUE ABRAÇAR ESSE LADO EM NÓS EM VEZ DE FINGIRMOS QUE SOMOS FELIZES 100% DO TEMPO E É POR ISSO QUE ELE NÃO GOSTA DE FACEBOOK

– acaba, pfvr

 

This love

– PIANO DRAMÁTICO

– ALONGANDO AS SÍLABAS

– POR QUE VOCÊS GOSTAM TANTO DE MÚSICA INDIE???????????????????

– ALGUÉM ME EXPLICA O APELO

– esse refrão parece demais o original (nervosinho)

– la la LA LAAAAAAA la la LA LAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

– THIS LOVE IS GOOD THIS LOVE IS BAD AI MDS ESSES FEELINGS PELA HISTÓRIA DE VIDA DESSE OMI QUE SÓ DESCOBRI QUE EXISTIA ONTEM

– ele não morreu de chorar gravando esse álbum?

– como ele conseguiu gravar essas músicas NO MEIO DE UMA SEPARAÇÃO????

– novamente estou entendendo de onde os críticos tiraram o “mais sincero”, apesar de ainda achar essa uma crítica totalmente imbecil

– *fiquei pasmando, a música acabou*

 

I know places

– ESSA ONDA FILME BANG BANG NO PRIMEIRO ACORDE SIM

– ok, eu não gosto do tom de voz dele

– MAS SIM, CONTINUE, HOMEM

– SIM

– IT COULD BURN OUT SIM

– AND GUUUUUUNS SIM

– CONTINUA

– NÃO ACABA NUNCA

– mas o refrão da Taylor ❤ ❤ ❤ ❤

– MAS I KNOW PLACES WE CAN………………………..

– essas reticências em excesso dele são hilárias

– ISSO TÁ MEIO KILL BILL???

– ALGUÉM CHAMA O TARANTINO PRA COLOCAR NA TRILHA DO VOLUME 3

– THEY ARE THE HUNTERS

– WE’RE THE FOXES

– AND WE RUN

– WE RUN

– WE RUN

– o “baby” dele dá pra cantar sem desafinar

– o “ooh” dele também é humano

– mas aí ficou meio barulho

– pra que esses “i love you”?

– ou eu que tô ouvindo tudo errado?

– BUT I KNOW PLACES WE CAN……………………..

– parece que é uma referência tão clara ao sexo que fica até engraçado

– até porque o resto da frase parece só uns gritos

– LASKDFJASKJDF

 

Clean

– baladinha com voz de indie fica meio esquisita, né?

– tô com tanta dó da separação dele com a moça

– queria colocar os dois no colo (em momentos diferentes) e abraçar e dizer que vai ficar tudo bem

– blé

– mas o refrão funciona

– chega

– pfvr, acaba

– ufa, tá acabando

– ACORDES, TERMINEM

– terminou

 

Quando acabou, achei que viria Wonderland. Mas aí não veio. E o álbum acabou. Sem Wonderland. Sem New Romantics. Sem parte essencial de 1989. Não entendi. Mesmo. Ainda não entendo. Minha reação nesse momento foi:

– POR QUE NÃO TEM WONDERLAND???????????????

– POR QUE ACABOU O ÁLBUM???????????????????????????

– POR QUE ELE NÃO GRAVOU TODAS AS MÚSICAS???????????

– ME PROMETERAM UM COVER DE 1989, 1989 NÃO ACABA EM CLEAN

– Falando assim, até parece que tô falando do ano de 1989, não do álbum

Depois disso, aceitei o fim do álbum, mas admito que fiquei meio desapontada com isso. Estava particularmente curiosa para ouvir New Romantics, que é uma música que tem uma pegada indie muito forte na letra e que acho que o Ryan Adams ia saber trabalhar muito bem (apesar de, como vocês terem percebido, eu odiar indies). Queria ter ouvido o resto, fiquei mesmo curiosa. Mas não existe, então vou me contentar (e muito!) com as originais da Taylor Swift, porque 1989 original é perfeito, bjs.

 

(Sério, gal, leiam o texto da Anna Vitória e as referências que ele traz.)

As três perguntas mais importantes pra fazer ~praquela pessoa especial~

Existem três coisas essenciais que todo mundo precisa saber antes de dividir a conta do Netflix, o último pedaço do bolo de chocolate e os fluidos corporais. São três coisas imprescindíveis, inegociáveis, cruciais para todo e qualquer relacionamento.

  1. Qual o seu sol, ascendente e sua lua?
  2. Se você pudesse escolher um lugar e uma época pra viver, onde e quando você escolheria?
  3. Você acha o Latino o melhor compositor da música brasileira?

Você pode estar rindo muito disso agora, mas é a realidade, meus amigos e minhas amigas, e não há como fugir dela.

Se você não se dá bem com o jeito que a pessoa é, aparenta ser e como ela se sente (aka: sol, ascendente e lua), esse relacionamento nunca na vida vai pra frente. Não tem jeito. Nunca que uma pessoa totalmente fechada e/ ou blasé vai conseguir lidar com alguém emocionalmente carente. Ou nunca que uma pessoa super impulsiva e cheia das energias pra correr o mundo vai conseguir ficar tranquila com uma pessoa que precisa de estabilidade e quer ficar juntinha na cama vendo O Casamento Do Meu Melhor Amigo no Netflix.

Também você, se for ixperto ou ixperta, vai querer fugir assim que o bói ou a girl te disser que gostaria de viver em Paris, na Belle Epóque. Porque, sério, quem na vida quer viver no meio de uma crise econômica, com várias pessoas fedidas, um país que acabou de sair de uma guerra (e logo vai entrar em outra!!!)? Não importa quanta arte bonita está sendo produzida. A gente pode ver tudo isso hoje em dia sem a chatice dos caras querendo se explicar. Hoje em dia, todo mundo já aceitou o papo do impressionismo, já fomos além inclusive. Além do mais, ainda estavam inventando coisas como o carro – ou seja: pra se locomover era charrete ou a pé. E A DOR NAS COSTAS, MEUS CAROS E MINHAS CARAS? E OS SAPATOS GASTOS? COM QUE DINHEIRO TU IA COMPRAR UNS SOLADOS NOVOS?! Sem contar a falta de direitos civis para mulheres, pessoas negras, LGBTQA… Não, vamos parar com isso. Gente que escolhe umas épocas assim é pedante. Sério. Confia na tia Clara. Uma coisa é querer viver transformações ideológicas e estéticas, outra coisa é cair na fantasia dos filmes do Woody Allen.

E eis que vem a questão mais importante! O xeque-mate! A VERDADE, POR FIM! Você acredita que o Latino é o melhor compositor da música brasileira? Espero que sim. Até porque ele talvez seja o melhor compositor DA MÚSICA MUNDIAL! Poxa, gente! O cara plagia metade das músicas de sucesso, então cria uma letra completamente absurda E VENDE MILHÕES DE DISCOS POR AÍ COM ISSO!!!! Um gênio, amigues! Um gênio! E pra quem não se lembra dessa genialidade toda, pfvr, coloquem isso aqui pra tocar:

Tesão, sedução, libido no ar

No meu quarto tem gente até fazendo orgia

Sério, gente, como não amar?

E essa é a genialidade dessa pergunta: para entender o Latino assim no coração não basta (na verdade, nem importa) gostar das músicas que ele faz, mas sim perceber o humor que esse cara tem e o humor de quem entende o Latino como um grande compositor. Essa pergunta revela quem vê a vida com graça, revela os preconceitos reais das pessoas com a música realmente popular (e com as pessoas que são colocadas como “populares”), é uma pergunta que toca no âmago das pessoas e elas nem percebem.

Com essas três respostas shola de bow, vai rolar bundalelê.

Alou, alou W Brasil OU Porque pensar não é sempre a melhor opção do mundo

Esse é o primeiro póst desse blógue e gostaria que, antes de mais nada, todos vocês batessem palmas e me congratulassem por FINALMENTE CONSEGUIR FAZER UM BLOG.

Acho que criar isso daqui foi uma das coisas mais difíceis que decidi fazer e realmente concretizar. Mais difícil até que escolher (e passar!) na faculdade. Sei que parece muito absurdo dizer isso e totalmente dramático, mas tem um fundo de verdade (outro de hiperbolismo). Peraê, vou explicar melhor.

Em geral, a maior parte das decisões que tomei na minha vida que deram certo foram porque eu fui na impulsividade. Mesmo que eu já estivesse pensando sobre o assunto, sempre tomei decisões meio “ok, deu, vou fazer isso aqui acontecer”. E aí aconteceu. Foi assim com a minha escolha de faculdade, com a Capitolina, com os cursos de livro-álbum. Foi assim que eu dei meu primeiro beijo, que eu conheci algumas das minhas melhores amigas, que acabei indo falar na assembleia de greve na faculdade no meu segundo ano de faculdade e é assim que vou pra maioria dos eventos que me convidam pra falar.

Eu não gosto de pensar muito sobre as coisas que tenho que fazer ou que quero fazer, porque quando penso demais acabo ficando neurótica com as milhões de possibilidades, vivo todas na minha cabeça e aí acabo ou me satisfazendo com o sonho ou tendo receio (mentira, é medo mesmo) do que pode acontecer. Então, fico paralisada e isso é horrível, todo mundo sabe. Não conseguir fazer as coisas que você precisa ou quer fazer é sempre desesperador. Aí, você só consegue pensar sobre o assunto ao mesmo tempo que só quer ficar debaixo da coberta, encolhida, ignorando o mundo lá fora e dando umas choradinhas de vez em quando. Você acaba entrando em um processo de ansiedade e/ ou auto sabotagem, é péssimo, é frustrante, não tem nada a ver com nada. Por isso que o bom mesmo é não pensar muito. Porque aí a linha de raciocínio é uma delícia! É assim:

  1. Se pa que isso é daora
  2. Ow, isso é bem daora
  3. Nss, tópi, vou fazer isso

E AÍ VOCÊ CHEGA LÁ E FAZ!!!!!!!!!!!!!!! Incrível, né? Também acho.

Você não cria grandes expectativas, você não tem como se frustrar, você não se cobra mais do que devia, não rola nenhuma crise. É por isso que tento praticar ao máximo essa fórmula, que no fundo é também a fórmula de acreditar em mim mesma.

Acreditar que você tem uma ideia boa, que você sabe fazer aquilo, que você tem o que dizer e que o que você pensa, o que você acredita, o que você tem dentro de si é importante e deve ser escutado. Se você acredita em si mesma, não fica tão difícil fazer as coisas. Mesmo que bata aquele medo, mesmo que pule na sua cabeça aquele demoniozinho do “e se?”, mesmo que outras pessoas perguntem “nossa, mas você tem certeza que consegue?”. Quando você acredita em você mesma, esse suporte já está resolvido. Você sabe que vai conseguir – mesmo que não saiba direito como.

É o que acontece comigo quando vou falar em eventos, por exemplo. Eu não gosto de pensar muito sobre o que vou falar, porque sei que as pessoas me chamaram para ouvir as coisas que penso – e se eu penso isso hoje, amanhã pensarei parecido, talvez amanhã pense coisas mais interessantes, talvez amanhã tenha lido outras coisas que tenham me agregado mais, talvez no evento tenha alguém que traga uma discussão nova que eu posso pensar lá, junto com um montão de outras pessoas pensantes e incríveis. Não precisa esquentar, percebe? Porque quando tem troca, tá tudo bem.

Mas aí veio a ideia de fazer um blog e, de repente, me vi presa nos meus loopings de “e se?”. E se eu não tiver tempo para escrever? E se ninguém ler? E se eu parecer muito chata? E se eu não souber fazer um layout razoável e ficar muito tosco? E se eu me perder nos mil pensamentos e não ter uma linha editorial? E se ficar confuso? E se, por não ter uma revisora, eu acabar falando bosta? E SE EU ERRAR E SEPARAR SUJEITO DO PREDICATO POR VÍRGULA????????????

Foram meses, MESES!, de eu conversando com algumas amigas em crise de faço-ou-não-um-blog. O tempo todo elas me falaram pra eu parar de palhaçada e começar a escrever. O tempo todo elas me falaram que eu tenho coisas interessantes a dizer e que as pessoas vão ler. O tempo todo elas disseram que me ajudariam com todo o apoio moral.

Eu fiz milhões de mapas conceituais me perguntando sobre o que eu queria escrever, como eu queria escrever, qual seria o meu público. Decidi por ignorar tudo isso, por confiar nas minhas amigas e, por consequência, confiar em mim mesma. Pra fazer como sempre: só vai e faz.

Sério, eu fiz vários gráficos mesmo.
Sério, eu fiz vários mapas conceituais de verdade.

Esse blog provavelmente terá:

  1. Dicas sobre qualquer coisa
  2. Top livros, filmes, artistas, álbuns, plantas etc.
  3. Eu falando mal da academia
  4. Eu falando mal do sistema de educação (especialmente sobre a minha antiga escola)
  5. Eu amando muito YA e meninas adolescentes
  6. Desenhos e fotos e esquemas de cores e estéticas que curto
  7. Muito uso de “e”, vírgulas e caps
  8. Eu sendo prolixa
  9. Eu escrevendo coisas como “alou”, “instagrão”, “blógue”, “bréja”, “nóix” etc.
  10. Títulos gigantescos
  11. Referências bizarras e/ ou excêntricas como: Tom Zé, Jesus Christ Superstar, William Wegman e livros infantis experimentais da Europa Oriental
  12. Eu convocando as pessoas pra revolução
  13. Eu convocando as pessoas para ficarem em harmonia com a natureza
  14. Zoeira
  15. Talvez umas menções a astrologia
O mapa conceitual final (dedicado a Laura e com o perdão da Maíra)
O mapa conceitual final (dedicado a Laura e com o perdão da Maíra)

Então, pra acabar, fica aqui minha primeira dica: se vocês quiserem fazer um blog, só façam. Não sigam meu exemplo, não dá certo essa história de pensar muito, não. Só vai e faz. É issaê. 10/10, amigues!