Alou, alou W Brasil OU Porque pensar não é sempre a melhor opção do mundo

Esse é o primeiro póst desse blógue e gostaria que, antes de mais nada, todos vocês batessem palmas e me congratulassem por FINALMENTE CONSEGUIR FAZER UM BLOG.

Acho que criar isso daqui foi uma das coisas mais difíceis que decidi fazer e realmente concretizar. Mais difícil até que escolher (e passar!) na faculdade. Sei que parece muito absurdo dizer isso e totalmente dramático, mas tem um fundo de verdade (outro de hiperbolismo). Peraê, vou explicar melhor.

Em geral, a maior parte das decisões que tomei na minha vida que deram certo foram porque eu fui na impulsividade. Mesmo que eu já estivesse pensando sobre o assunto, sempre tomei decisões meio “ok, deu, vou fazer isso aqui acontecer”. E aí aconteceu. Foi assim com a minha escolha de faculdade, com a Capitolina, com os cursos de livro-álbum. Foi assim que eu dei meu primeiro beijo, que eu conheci algumas das minhas melhores amigas, que acabei indo falar na assembleia de greve na faculdade no meu segundo ano de faculdade e é assim que vou pra maioria dos eventos que me convidam pra falar.

Eu não gosto de pensar muito sobre as coisas que tenho que fazer ou que quero fazer, porque quando penso demais acabo ficando neurótica com as milhões de possibilidades, vivo todas na minha cabeça e aí acabo ou me satisfazendo com o sonho ou tendo receio (mentira, é medo mesmo) do que pode acontecer. Então, fico paralisada e isso é horrível, todo mundo sabe. Não conseguir fazer as coisas que você precisa ou quer fazer é sempre desesperador. Aí, você só consegue pensar sobre o assunto ao mesmo tempo que só quer ficar debaixo da coberta, encolhida, ignorando o mundo lá fora e dando umas choradinhas de vez em quando. Você acaba entrando em um processo de ansiedade e/ ou auto sabotagem, é péssimo, é frustrante, não tem nada a ver com nada. Por isso que o bom mesmo é não pensar muito. Porque aí a linha de raciocínio é uma delícia! É assim:

  1. Se pa que isso é daora
  2. Ow, isso é bem daora
  3. Nss, tópi, vou fazer isso

E AÍ VOCÊ CHEGA LÁ E FAZ!!!!!!!!!!!!!!! Incrível, né? Também acho.

Você não cria grandes expectativas, você não tem como se frustrar, você não se cobra mais do que devia, não rola nenhuma crise. É por isso que tento praticar ao máximo essa fórmula, que no fundo é também a fórmula de acreditar em mim mesma.

Acreditar que você tem uma ideia boa, que você sabe fazer aquilo, que você tem o que dizer e que o que você pensa, o que você acredita, o que você tem dentro de si é importante e deve ser escutado. Se você acredita em si mesma, não fica tão difícil fazer as coisas. Mesmo que bata aquele medo, mesmo que pule na sua cabeça aquele demoniozinho do “e se?”, mesmo que outras pessoas perguntem “nossa, mas você tem certeza que consegue?”. Quando você acredita em você mesma, esse suporte já está resolvido. Você sabe que vai conseguir – mesmo que não saiba direito como.

É o que acontece comigo quando vou falar em eventos, por exemplo. Eu não gosto de pensar muito sobre o que vou falar, porque sei que as pessoas me chamaram para ouvir as coisas que penso – e se eu penso isso hoje, amanhã pensarei parecido, talvez amanhã pense coisas mais interessantes, talvez amanhã tenha lido outras coisas que tenham me agregado mais, talvez no evento tenha alguém que traga uma discussão nova que eu posso pensar lá, junto com um montão de outras pessoas pensantes e incríveis. Não precisa esquentar, percebe? Porque quando tem troca, tá tudo bem.

Mas aí veio a ideia de fazer um blog e, de repente, me vi presa nos meus loopings de “e se?”. E se eu não tiver tempo para escrever? E se ninguém ler? E se eu parecer muito chata? E se eu não souber fazer um layout razoável e ficar muito tosco? E se eu me perder nos mil pensamentos e não ter uma linha editorial? E se ficar confuso? E se, por não ter uma revisora, eu acabar falando bosta? E SE EU ERRAR E SEPARAR SUJEITO DO PREDICATO POR VÍRGULA????????????

Foram meses, MESES!, de eu conversando com algumas amigas em crise de faço-ou-não-um-blog. O tempo todo elas me falaram pra eu parar de palhaçada e começar a escrever. O tempo todo elas me falaram que eu tenho coisas interessantes a dizer e que as pessoas vão ler. O tempo todo elas disseram que me ajudariam com todo o apoio moral.

Eu fiz milhões de mapas conceituais me perguntando sobre o que eu queria escrever, como eu queria escrever, qual seria o meu público. Decidi por ignorar tudo isso, por confiar nas minhas amigas e, por consequência, confiar em mim mesma. Pra fazer como sempre: só vai e faz.

Sério, eu fiz vários gráficos mesmo.
Sério, eu fiz vários mapas conceituais de verdade.

Esse blog provavelmente terá:

  1. Dicas sobre qualquer coisa
  2. Top livros, filmes, artistas, álbuns, plantas etc.
  3. Eu falando mal da academia
  4. Eu falando mal do sistema de educação (especialmente sobre a minha antiga escola)
  5. Eu amando muito YA e meninas adolescentes
  6. Desenhos e fotos e esquemas de cores e estéticas que curto
  7. Muito uso de “e”, vírgulas e caps
  8. Eu sendo prolixa
  9. Eu escrevendo coisas como “alou”, “instagrão”, “blógue”, “bréja”, “nóix” etc.
  10. Títulos gigantescos
  11. Referências bizarras e/ ou excêntricas como: Tom Zé, Jesus Christ Superstar, William Wegman e livros infantis experimentais da Europa Oriental
  12. Eu convocando as pessoas pra revolução
  13. Eu convocando as pessoas para ficarem em harmonia com a natureza
  14. Zoeira
  15. Talvez umas menções a astrologia
O mapa conceitual final (dedicado a Laura e com o perdão da Maíra)
O mapa conceitual final (dedicado a Laura e com o perdão da Maíra)

Então, pra acabar, fica aqui minha primeira dica: se vocês quiserem fazer um blog, só façam. Não sigam meu exemplo, não dá certo essa história de pensar muito, não. Só vai e faz. É issaê. 10/10, amigues!

Um comentário em “Alou, alou W Brasil OU Porque pensar não é sempre a melhor opção do mundo

  1. Mirian Leme

    É isso ai Clara. Inspirador.
    odeio essa tal autossabotagem, mas sem perceber fico batendo mó papo com ela… puta sedutora kkkkkkk
    Assunto eu tenho organização e tempo não…

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